Você deve ser proativo no trabalho?

Já aconteceu comigo algumas vezes e imagina que também possa ter acontecido com você.

Você esta todo empolgado mostrando um resultado que você alcançou, mostra os unit tests, mostra os super-fashions blocos de pontos, outputs do phpunit para alguém.

Descreve o que fez, ri, gesticula, faz careta, comemora e fala que aquele ali era seu objetivo do dia e etc, etc. E alguém te apresenta a seguinte questão.

Caramba, seu trabalho parece muito mais excitante que o meu. Por que eu não pego tasks/projetos/desafios como este? Com esse eu me empolgaria.

Acontece que aquele era, pra você, só mais um job, alias, mesmo com toda aquela comemoração e só faltando contratar uma fanfarra para tocar enquanto você conversa e gesticula com o monitor, aquela não passa de mais uma issue que ficou no passado.

Então, por que toda essa coisa de comemoração?

A minha resposta, particular, escolhida a dedo é:

Por que eu escolhi fazer o que faço.

Não sou desenvolvedor por que li numa reportagem que isso podia dar dinheiro pra caramba(existem outras profissões menos estressantes e mais satisfatorias, imagino [ou não]).

Então cada uma das tarefas que chegam até mim são encaradas como a derradeira tarefa.

Imagine a seguinte cena.

Chega uma nova task.

Você lê, interpreta, verifica erros e encontra um.

A pergunta seguinte é: Faço assim mesmo ou questiono essa task? Corro atras dos detalhes necessários para que tudo fique claro ou faço assim mesmo? Desenvolvo um bom projeto na minha mente, ou faço assim mesmo? Enfim, uso meu cérebro para movimentar meus braços que movimentam os dedos, que pressionam o teclado e produzem código, ou meus dedos se movem, movendo meus braços que movem meu cérebro?

A escolha é obvia para qualquer um, e, realmente, não existe um certo ou errado, mas somente uma escolha.

Porém, em uma delas não vai haver como se motivar. O trabalho vai se tornar trabalho. A task vai se tornar castigo. O resultado vai se tornar aquém do esperado.

Não vou fazer um discurso em defesa das empresas, mas convenhamos, eles contratam um desenvolvedor pela sua capacidade de raciocínio e não pela velocidade com que digita (os testes de admissão seriam bem diferentes caso procurassem pela segunda opção).

Se você olha para cada task como um desafio digno, então, provavelmente, você odeia palestras motivacionais(apesar de ser afetado por ela). Você já sabe que não é o rabo que balança o cachorro.

Se julgar que a task é um desafio, vai fazer o melhor de si e provavelmente, como um músculo que é exercitado, seu cérebro vai sair da zona de conforto e se ampliar. Você vai tomar conhecimento do tal ‘pensar fora da caixa’.

Resultado disso: Vai acabar criando algo empolgante. Vai espalhar sua empolgação. Vai ‘contagiar’ os outros com elas. E vai presenciar algo chamado Espiral Positiva(obrigado tio Bill Gates pela definição).

A resposta a pergunta do títutlo é:

Você não precisa ser proativo, se acreditar piamente que foi contratado pela força com que seus dedos batem no teclado.

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