Pensamentos largados

Enquanto eu digito este post, fico pensando em como sera que vou fazer num futuro proximo, talvez até no próximo minuto, para conseguir gerenciar mais uma fonte de dados legal/interessante que eu tenha descoberto na internet.
Legal para mim claro, interessante pra mim, ‘ofi córsi’.
O problema é: Não sei.
Tem ao menos um mês que estou encucado com isso. Me parece que as vezes passo mais tempo lendo do que refletindo sobre o que leio. Descobri isso lendo(é… engraçado né).
Era(ou é) um livro sobre a filosofia que envolvia o filme matrix. Uma coleção de ensaios filosoficos sobre os simbolos utilizados na trama, que começava a se aprofundar quando eu percebi que estava na dúvida entre tomar a pílula azul ou a vermelha.
A azul, uma cor que nos leva a uma imensidão calma de um mar que esta a nossa volta, por toda a volta, e pelo qual alimentamos o desejo sereno de aproveitar, pois sabemos que o conhecimento completo dele é bem complexo.
A pilula vermelha(nem vou dizer que vermelho é danger-danger-danger) que nos leva ao despertar. Nos leva ao primeiro passo do descobrimento, para o bem ou para o mal, o bom ou ruim, o real ou ilusorio(podemos acordar em outra ilusão, ou não?).
Foi no intervalo entre um paragrafo e outro da leitura, naquele espaço em branco que fica entre um inicio e um fim(ou o contrario) do “ponto final. Na outra linha. Parágrafo [travessão?]” que toda essa historia veio na minha cabeça.
Eu fechei o livro e não o abri ainda.
Eu agora ando praticando a yoga das palavras – mais precisamente – a respiração e seu ritmo.
Assim como na yoga, estou aprendendo a controlar a maneira com que inspiro e expiro ar e conteúdo.
Não tem muita graça sabe, entender que poucas vezes parei para pensar sobre esses dois commodities(acho que isso todo mundo há de concordar) que estão a todo momento insistindo em ter algum tipo de interface conosco.
E entre eles existem também semelhanças.
Não existe como escapar do ar. Escapar dele é morrer. Assim como não existe como escapar a presença do conteúdo(abra os olhos de manhã e conte qto tempo você ira demorar(em segundos) para receber algum estimulo, de qualquer natureza(visual, olfativo, tactil) que você considere um conteúdo, ou pode até refinar isso – que considere uma informação.
Fugir do conteúdo também é impossivel.
Porém durante esses últimos dias, em que toda essa yoga vem sendo praticada eu entendi que, assim como escolhemos respirar o ar limpo do campo, podemos faze-lo também com o conteúdo.
Clichê, eu sei.
Mas o único caminho para continuar tendo “qualidade de ar” é endo seletivo com o local em que se deseja estar. Uma vez nesse lugar – o ar, viciado ou não, estará a nossa volta e não mais do que minutos durará nossa resistencia em absorve-lo.

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