Ovo de colombo

Toda vez que escrevemos um software, colocamos nele um quantidade tal de conhecimento que, sem que ao menos nos percebamos, ele passa a participar da categoria de filho(s) que nunca tivemos.
Algo como um ser especial que tem uma parte de nós sem que para isso tenhamos que pagar pensão.(nao ria, isso pode acontecer com você).
Cada um desses software que desenvolvemos ao longo de nossa vida profissional são realmente filhos, e como tal devem ser tratados. E ai daqueles que desqualificarem nosso filhos, correto?
Nao… nada mais incorreto.
Nada melhor no mundo fora da matrix(ou diria dentro dela) que uma professora chata que nos indique que nosso filho tem problema de aprendizado. Ou que venha nos dizer que ele consegue conceber como um erro vai aparecer, mas nao consegue cobrir todos os casos de acerto.
O caso geral do que estou querendo apresentar é o seguinte: Você cria algo que acha que é uma maravilha, desafia alguns pontos que outras pessoas achavam que eram barreiras e, claro, comete erros nesse trajeto, mas enfim, você atingiu seu objetivo, de superar algum ponto do desafio?!
Para que você programador(a) trabalha? Para superar seus próprios limites cada dia mais, ou para realizar estritamente aquilo que lhe é pedido pelo seus superiores?
Se você pensa em você e acha que a economia mundial nao esta mais para aquelas pessoas que pretendem ter uma carreira em um empresa apenas e que tudo esta migrando para uma economia onde você é contratado por job… provavelmente você realiza seus trabalhos aplicando tudo que conhece(senão nao seria contratado para) mas também procura aplicar ali alguma marca pessoal de desafio. Algo gerado pela pergunta:”Se for feito dessa forma, isso ficaria melhor?”
Ok, você pertence ao primeiro time que só faz estritamente o que te pedem, entao você pode PARAR DE LER POR AQUI. Tchau.!!!!!!
Se você pertence a outra parte, entao preste atenção nesse conceito:
O conceito de ovo de Colombo…(http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo_de_Colombo).
Cada vez mais estou convicto de que os administradores passam a olhar o cérebro daqueles que desenvolvem sistemas como um commodity. Pior que isso, eles nao vêem que pode ser que o produto final seja um commodity, mas que a forma de faze-lo, nunca, de forma alguma, poderá ser avaliada como um commodity.
A forma de fazer algo somente é simples depois que alguém o fez, assim como colocar um ovo em pé ficou simples no momento em que Colombo o fez. Me diga, meu caro amigo que chegou a esse ponto da leitura. Qual valor você da a todos aqueles momento em que você deixou de curtir uma festa trivial, para curtir uma festa regada a letras verdes impressas num fundo preto.?!
Commodity??? O caralho !!!!

Eu estou aqui para achar soluções para problemas de computação que possam ter estado em mãos de outros, mas que nas mãos desses ou não acharam solução ou simplesmente essas soluções foram achadas mas sao proprietárias. E assim, eles “esqueceram” de me dizer como solucionar o problema de uma forma mais simples do que gastar uma parte da minha vida lendo documentação e outra parte testando casos com relação a aqueles problema.
Cada dia que você acorda e que vai para o trabalho saiba que um novo desafio te espera lá e que, para espanto daqueles que gerenciam o seu trabalho, esse desafio nao é cumprir aquela tarefa que ele lhe pede, em especifico, mas sim, SUPERAR A SI MESMO.
Cada dia, cada minuto, cada segundo… devem ser gastos com você mesmo. Essa é a melhor forma de recompensar a empresa em que você trabalha pelo salário que te pagam.
Os desafios do mundo da computação crescem de uma forma impressionante com relação ao resto do mundo – ou melhor – a computação é um reflexo do resto do mundo. Mate todos os programadores, analistas e assemelhados e todos voltarão a trocar pedaços de metal como moeda ao invés de usar um pedaço de plástico como forma de pagamento.
Seu desafio, repito, é ser melhor cada dia. Nem que para isso você tenha que em certo momento da sua carreira, voltar  a se tornar o pior. Recomeçar. Re-start the machine.
A estabilidade que conhecer uma tecnologia traz nao é mais a mesma de quando se aprendia cobol. Você aprende cobol hoje… termina o curso e amanhã, surge o COBOL 2.0 e você se F*DE# por que achou que aquilo era o suficiente para viver o resto da sua vida, alias, se você é desse tipo de profissional que aprendeu algo e parou no tempo, se negando a continuar a aprender, eu quero mais é que….
Nada mais nesse mundo é estável. Seu emprego é passageiro. Seu plano de saúde?Passageiro. Seu plano de descontos na faculdade? Passageiro. Sua faculdade? passageira. Seu plano funeral? Nada mais passageiro que isso. VOCE é PASSAGEIRO. EU SOU PASSAGEIRO. TUDO é PASSAGEIRO.
Raros são os lugares em que você encontrará paz, tranquilidade, se você souber algo e simplesmente decidir que aquilo é o suficiente para viver o resto da vida e eu desejo que você não encontre esse tipo de lugar…. Por que?
Por que você recebeu um cérebro que deve ser usado.
Essa porcaria de pedaço de osso em que cabem quase um quilo de massa cinzenta nao serve só para separar as orelhas ou sustentar um chapéu. Serve para aprender, sempre mais e mais. Cada vez mais te tornando mais ignorante, ‘mais burro'(já viu algum processo que te deixe ‘mais burro’ que aprender?).
Se alguém vier pedir para você fazer seu trabalho e nao se preocupar com os pormenores, ignore essa pessoa. Aprenda. E saia correndo se necessário. Mas não se deixe tornar uma tostadeira ambulante. Um ser humano mecanizado que reflete a opinião de outros.
O conceito de ovo de Colombo entra aqui mais que nunca.
Você estuda a documentação e acha uma maneira de encontrar a solução para algo de forma que alguém não o fez, ao menos perto de você e aí resolve que esta na hora de apresentar resultado.
Prepara uma apresentação, toma seu tempo olhando para o problema como um problema importante, mas no final ouve que a sua solução é trivial. Que o problema poderia ser resolvido por qualquer outra pessoa se alguém houvesse dito para uma outra pessoa faze-lo. Isso significa duas coisas:
Primeiro, que sua solução é a melhor, afinal, ela é tão simples que a pessoa que lhe falou isso foi capaz de entender.
Segundo, que você achou o padrão. Enfim, uma solução.
Se ouvir de alguém que essa sua solução é simples. Pegue um ovo e exatamente como colombo. Estoure esse ovo na cabeça dessa pessoa, com palavras.
Depois que você jogar o ovo na cabeça de quem falou você ainda poderá dizer:” Viram? Agora que eu fiz é simples… e todos vocês tem a capacidade de fazer o mesmo.”

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